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Cidadania também se aprende em casa

Cidadania também se aprende em casa

Há alguns temas na área da Educação que, com o passar dos anos, passaram a ser, praticamente, de exclusividade da escola. A falta de tempo dos pais e as grandes mudanças ocorridas na sociedade trouxeram dúvidas e questionamentos acerca do que é da alçada da escola e o que é de responsabilidade da família. Mas, existe essa divisão? Família e escola devem estar unidas com os mesmos propósitos. Educar é formar em plenitude. É preparar para a vida e para viver em sociedade.

O exercício consciente da cidadania é um desses temas. Ser cidadão é ter consciência de que seus atos influenciarão, direta ou indiretamente, o outro e, portanto, deve-se refletir sobre as consequências de cada atitude diariamente, em casa ou na escola. É aprender a pensar nas atitudes ecologicamente corretas com o desejo de construir um planeta saudável. É ser capaz de exercer o direito de escolha com responsabilidade: escolher os amigos com quem conviverá, os caminhos a seguir, as ações do dia a dia e seus reflexos na vida futura. Enfim, ser cidadão é desenvolver discernimento embasado em princípios éticos.

A construção da consciência cidadã surge não apenas dos conceitos aprendidos na escola ou vivenciados por meio de ações pedagógicas, mas da observação das pessoas mais próximas e, principalmente, dos pais. Assim, cada ato passa a ter um sentido maior: se o pai estaciona em local proibido, não dá passagem a um pedestre sobre a faixa, “fura” um sinal vermelho ou xinga outro motorista por qualquer que seja o motivo, está dando mostras de que leis e regras sociais podem ou não ser cumpridas, tudo depende da “necessidade do momento”. Passa a ideia de que não é necessário ter autocontrole, pois reage impulsivamente a algo de que não gosta sem se preocupar com as consequências.

Em outras ocasiões, pode criticar a corrupção, a falta de ética e atitudes imorais e, em outros momentos, tentar “dar um jeitinho” para não pagar uma multa devida, não acatar normas do colégio, simular situações para faltar ao trabalho e outros. Ao observar tais comportamentos, a criança, ou mesmo o adolescente, passa a interpretar ação e reação de forma dúbia e interiorizá-las de acordo com seu crivo pessoal.

Assim, temos o dever de, como adultos, lembrar que somos responsáveis pelo que passamos para nossos filhos e alunos, portadores de uma personalidade em construção, cheia de ideias, sonhos e expectativas, e não podemos nos abster de ajudá-los a construir uma sociedade melhor, mais justa e fraterna. Não basta ter apenas o solo fértil e sementes boas: é preciso saber semear, dosar cuidadosamente quantidade de água, luz e calor, evitando exceder os limites necessários, além de, todos os dias observar o crescimento do que plantamos. Dessa forma, não haverá surpresas, apenas a colheita de frutos melhores do que sonhávamos.

BITTENCOURT, Vânia. Linha direta: educação por escrito, ano 11, maio, 2008.

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