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Equilíbrio essencial: 10 maneiras de estreitar laços de afeto e preparar os filhos para a vida

Equilíbrio essencial: 10 maneiras de estreitar laços de afeto e preparar os filhos para a vida

Robert Epstein

O que de fato funciona quando se trata de educar crianças? Pesquisadores comparam o que especialistas aconselham, o que parece funcionar e o que os pais fazem de fato.

A ciência comprova que tão importante quanto demonstrar afeto, por exemplo, é a capacidade dos adultos de controlar o próprio estresse e ter bom relacionamento afetivo com o cônjuge.

No site Amazon.com existe uma oferta espantosa de livros sobre regime alimentar — cerca de 17 mil. Os manuais para criar filhos, porém, ultrapassam de longe esse número: são mais de 40 mil, incluindo aqueles que avaliam os conselhos — quase sempre conflitantes — de especialistas (a maioria pedagogos, psicólogos e psicopedagogos). Ao que tudo indica, as pessoas estão bem mais preocupadas com a criação dos filhos que com as medidas da própria cintura.

Se criar filhos é obviamente uma prática tão antiga quanto a própria humanidade, então por que tanta culpa, discussão e dúvida sobre esse assunto? Por que será que, mesmo discordando da forma com que fomos educados, volta e meia nos surpreendemos tratando os pequenos praticamente da mesma maneira — ou lutando para fazer tudo exatamente ao contrário? Os pais costumam se empenhar para cumprir a função de educadores da melhor maneira que conseguem — pelo menos na maior parte do tempo. E certamente pensam, muitas vezes, que seria mais fácil se seus filhotes tivessem vindo ao mundo com um “manual de instruções”. Para o bem ou para o mal, não há livrinho de receitas, mas da mesma maneira que, diariamente, usamos a medicina com cautela para tomar decisões sobre como cuidar de nossa saúde, também podemos usar informações reveladas pelas pesquisas para nos tornarmos pais melhores. Algumas delas, porém, parecem óbvias: inúmeros trabalhos realizados nos últimos 50 anos mostram, por exemplo, que quanto melhores as relações afetivas na família, mais chances há de que as crianças se tornem adultos felizes, saudáveis e bem-sucedidos.

Habilidades dos pais

As dez competências que produzem bons resultados na educação dos filhos foram relacionadas em ordem de importância. Retiradas de artigos científicos, estão classificadas de acordo com a eficiência com que prognosticam fortes ligações entre pais e filhos e com o grau de felicidade, saúde e sucesso das crianças.

1 – Amor e Carinho. É indispensável apoiar e aceitar os filhos, entendendo que são pessoas com ideias e gostos próprios, e respeitar essas diferenças, demonstrando afeto e usufruindo dos períodos passados juntos.
2 – Administração do estresse. Praticar técnicas de relaxamento e esportes e investir na própria psicoterapia favorece a capacidade de entender melhor o que sentimos e as chances de cuidar bem de crianças.
3 – Habilidades do relacionamento. Aqueles que mantêm uma relação saudável com o cônjuge ou com outras pessoas importantes em sua vida demonstram a importância de manter relações afetivas verdadeiras.
4 – Incentivo à autonomia e à independência. Apesar de ser difícil para alguns pais encontrar a medida, é fundamental tratar os filhos com respeito e estimulá-los a se tornar pessoas confiantes e com iniciativa.
5 – Acompanhamento da aprendizagem. Ao valorizarem a curiosidade dos filhos e sua disposição para aprender, os pais lhes prestam um enorme benefício.
6 – Preparação para a vida. É um ato de amor conversar com os pequenos sobre temas delicados, como medos, sexo e morte, em linguagem acessível, bem como prepará-los para assumir responsabilidades (a mesada, por exemplo, é uma forma de ensiná-los a lidar com dinheiro).
7 – Atenção ao comportamento. Reforçar positivamente as boas atitudes e recorrer ao castigo somente quando outros métodos, como conversas, já falharam mais de uma vez.
8 – Saúde. Bons pais propiciam um estilo de vida saudável e estimulam bons hábitos, como exercícios regulares, higiene e alimentação adequada para seus filhos.
9 – Espiritualidade. Apoiar o desenvolvimento da religiosidade e a preservação da natureza, o respeito ao outro e às diferenças, evitando a disseminação de preconceitos e intolerância.
10 – Segurança. É fundamental o empenho constante para proteger os filhos de situações de risco e manter-se vigilante quanto a suas atividades e amizades.

Um novo estudo que realizei junto com Shannon L. Fox, aluno de pós-graduação da Universidade da Califórnia em San Diego, e apresentei na reunião anual da Sociedade Americana de Psicologia, em agosto, mostrava a eficiência de dez “tipos de competência” na criação de filhos comprovadas por várias investigações científicas. O estudo também mostrava como especialistas na criação de filhos avaliam essas competências e de que forma muitos pais as põem em prática. Em outras palavras, comparamos três itens: o que os educadores profissionais aconselham; o que parece funcionar; e o que os pais fazem, de fato.

A pesquisa confirmou algumas crenças bastante difundidas sobre a educação de filhos, por exemplo: mostrar a eles que você os ama é fundamental. O trabalho ainda trouxe algumas surpresas, como a importância de capacidade dos pais para controlar o estresse.

Estatística de felicidade

Para descobrir que habilidades eram mais importantes na criação de crianças, analisamos dados de cerca de 2 mil pais que se submeteram recentemente a um teste on-line sobre competências para educar filhos que desenvolvi (e pode ser acessado em http://MyParentingSkills.com). Eles também responderam perguntas complementares. Os voluntários não sabiam, porém, que as habilidades haviam sido organizadas em dez categorias, com base em artigos científicos que confirmavam a associação dessas características a bons resultados. As capacidades medidas pelo teste também foram avaliadas por 11 especialistas na criação de filhos, que não conhecíamos. Nós também éramos desconhecidos para eles — em outras palavras, usamos um procedimento de avaliação conhecido como duplo-cego, no qual nem os profissionais nem os participantes da pesquisa conhecem todas as variáveis envolvidas no processo.

Os pais deveriam indicar seu grau de concordância em 100 itens como “geralmente estimulo meu filho a fazer suas próprias escolhas”, “tento envolver meus filhos em atividades saudáveis ao ar livre” e “não importa se estou cansado ou não, tento passar algum tempo, com qualidade, com meus filhos”. Aqueles que participaram do teste clicavam no seu nível de concordância numa escala de cinco pontos entre “concordo” e “discordo”. Como todos os itens foram retirados de trabalhos científicos, as respostas permitiram calcular a habilidade geral dos participantes, além de níveis de capacidades isoladas para cada uma das áreas de competência. A concordância com frases que melhor descreviam práticas de criação de filhos (novamente, de acordo com os estudos) produzia escores mais altos.

As competências que chamamos de “as dez dos pais” incluíam algumas obviedades, como administrar comportamentos problemáticos e expressar amor e carinho, assim como práticas que afetavam os filhos indiretamente, como ter bom relacionamento com o cônjuge e ter ou não facilidade para tarefas simples do dia a dia.

Se criar filhos é obviamente uma prática tão antiga quanto a própria humanidade, então por que tanta culpa, discussão e dúvida sobre esse assunto?

Além de solicitar aos participantes que respondessem algumas questões básicas sobre idade, escolaridade, estado civil, experiência na criação dos filhos, etc., pedimos que quantificassem seus próprios resultados (em média) em relação ao seu nível de felicidade, desempenho escolar ou atividades em grupo, afetividade e relacionamentos de forma geral. Nessas perguntas, os participantes clicavam numa escala de dez pontos do nível mais baixo para o mais alto.

Com os escores de cada um dos pais e com a avaliação geral que fizeram sobre a própria criação dos filhos, pudemos aplicar uma técnica estatística com análise de regressão para determinar as competências que, na prática, produziam bons resultados. Para um item como “felicidade dos filhos”, essa espécie de análise permite inferir que competências estão associadas às crianças mais felizes.

Amor e surpresas

Nossa descoberta mais importante confirmou o que a maioria dos pais já sabe: a melhor coisa que podemos fazer por nossos filhos é dar-lhes muito amor e carinho. Isso obviamente não significa deixar que façam tudo o que querem, pelo contrário: trata-se de oferecer limites de maneira respeitosa, estar atento ao que pensam e sentem e valorizar suas potencialidades. Especialistas concordaram, e dados confirmam que esse conjunto de habilidades é um excelente indicador de resultados positivos, seja para a qualidade do relacionamento com os filhos, seja para seu bem-estar emocional e até para sua saúde física. Nós também confirmamos o que vários outros estudos mostraram: estimular os filhos a tornarem-se independentes e autônomos ajuda-os a ter sucesso em suas realizações.

Mas a investigação também revelou fatos inusitados. A descoberta mais surpreendente foi a de que os dois melhores indicadores de bons resultados na criação dos filhos são na verdade indiretos. Manter um bom relacionamento com o companheiro e controlar os próprios níveis de estresse. Em outras palavras, os filhos são afetados não só pela forma como você os trata, mas também pela maneira como se relaciona com seu parceiro, com outras pessoas — e com você mesmo.

É imprescindível viver em harmonia com o cônjuge — ainda que seja o padrasto ou madrasta da criança — e também o pai (ou mãe) de seu filho porque, no fundo, o que os filhos querem é que seus pais (biológicos e substitutos) se deem bem. Há muitos anos, quando meu primeiro casamento estava chegando ao fim, um dia meu filho de 6 anos me levou pela mão até a cozinha onde estava sua mãe e tentou prender nossas mãos com fita adesiva. Foi um ato desesperado que transmitia a mensagem: “Por favor, amem-se, fiquem juntos!”. Os filhos não gostam de conflitos, especialmente quando envolvem as duas pessoas que mais amam no mundo. Mesmo em situações nas quais os pais vivem separados, é crucial adotar práticas que não firam as crianças: resolver os conflitos longe delas, desculpar-se e perdoar um ao outro (isso pode ser feito diante das crianças) e falar cordialmente sobre o outro companheiro. No Brasil, aliás, uma lei sancionada em agosto e publicada no Diário Oficial da União determina que pais ou mães que desqualifiquem a imagem do outro na presença dos filhos estão sujeitos a punição legal.

Reconhecer as próprias emoções e lidar com elas de maneira saudável, sem excessos, também é muito importante para uma boa criação dos filhos, mesmo quando as questões não estão relacionadas diretamente a eles. Em nossa pesquisa, constatamos que a capacidade parental de controlar o estresse foi um importante indicador da qualidade de relacionamento com os filhos e também do nível de felicidade dos pequenos.

Pode até ser que as pessoas que se autoavaliaram como ótimos pais pontuaram mais no controle do estresse que em qualquer uma das outras nove competências. Desse resultado podemos tirar uma lição bastante simples: aqueles que se descontrolam na presença dos filhos sabem que essa é uma atitude errada. Ainda que intuitivamente, ninguém duvida: manter a calma talvez seja o primeiro passo para bem educar os filhos. Felizmente, formas de controlar o estresse como meditação e exercícios de respiração podem ser aprendidas, independentemente do temperamento de cada um.

Para aqueles que se culpam por desenvolver atividades de lazer — o famoso “tomar um tempo só para si”, seja para praticar esportes, passear, fazer um curso que lhe traga grande prazer ou simplesmente namorar — de preferência longe da prole, vai uma boa notícia: essa prática faz bem não só para o adulto, mas também para os filhos.

Como um dom

Já a grande, constante e inevitável preocupação de manter os filhos em segurança parece produzir tanto resultados positivos quanto negativos. A parte boa mostrada por nosso estudo é que a competência de manter as crianças razoavelmente seguras contribui para sua saúde. Mas preocupar-se excessivamente pode fragilizar o relacionamento com os filhos, tornando-os medrosos e titubeantes. Um trabalho recente realizado por Barbara Morrongiello e seus colegas da Universidade de Gulph, em Ontário, Canadá, mostra como essa questão da segurança muitas vezes é complicada. Os pesquisadores, que trabalharam com pré-adolescentes com idades entre 7 e 12 anos, afirmaram que mesmo concordando com as regras gerais de segurança apresentadas e seguidas por seus pais, os jovens não pretendiam se comportar como eles quando crescessem.

Outra surpresa diz respeito ao uso de técnicas de gerenciamento comportamental.

Embora minha própria formação em psicologia comportamental sugira que para reforçar uma atitude é preciso recompensar a pessoa cada vez que a pratica — e isso teoricamente vale também para a educação —, nossa pesquisa põe em dúvida essa ideia. Nada contra o reconhecimento e o elogio, mas acompanhar muito de perto cada passo da criança, oferecendo retorno sobre cada um de seus gestos e constantes recompensas (afetivas ou materiais) pode torná-la mais dependente do que se gostaria. Ou seja, é preciso espaço para experimentar, errar e nem sempre agradar aos outros — sem que isso seja encarado como algo irreparável.

Em geral, observamos que os pais são muito melhores em acompanhar as atividades dos filhos e mantê-los em segurança do que em controlar o próprio estresse e manter uma boa relação afetiva com o companheiro. Esta última, aliás, parece ter maior influência sobre as crianças. Viver bem com o parceiro é a terceira prática mais importante, mas ficou em oitavo lugar na lista de competências elaborada pelos pais (na relação final está em terceiro). Ainda mais desencorajador foi o fato de a administração das próprias emoções e o cuidado consigo mesmo (segundo item mais importante em nossa classificação) ocuparem o décimo lugar.

Nosso estudo também identificou que habilidades os bons pais devem ter. Aparentemente existe uma capacidade geral na criação dos filhos — algo como o fator “g” para a inteligência. O fator se tornou evidente em nosso estudo quando usamos uma técnica estatística conhecida como análise de fatores, que organiza grandes quantidades de resultados de testes agrupando itens em um número menor de variáveis altamente previsíveis. Algumas pessoas simplesmente parecem ter um jeito especial para educar filhos, uma espécie de dom que não pode ser descrito facilmente em termos de habilidades específicas.

Também verificamos que várias características muitas vezes associadas à boa capacidade de cuidar de crianças e educá-las provavelmente não são muito significativas. Por exemplo, atualmente as mães parecem estar apenas ligeiramente à frente dos pais quando se trata de desempenhar essa tarefa, o que evidencia uma grande mudança em nossa cultura. No teste, as mulheres marcaram, em média, 79,7 pontos; e eles, 78,5, uma diferença desprezível. Nosso estudo também revelou que pais mais velhos ou que tinham mais filhos também não apresentaram resultados significativamente melhores. Os casados pela segunda vez parecem ter desempenho semelhante aos que nunca se casaram, e divorciados mostram ser tão competentes quanto os que ainda estão casados, embora seus filhos se mostrem um pouco menos felizes que as crianças de casais que nunca se divorciaram.

Aparentemente, a etnia não contribui muito para as competências na criação dos filhos, e tanto homossexuais quanto heterossexuais exibem competências exatamente iguais na criação de filhos. Na verdade, no teste os homossexuais superam os heterossexuais em cerca de um ponto percentual, embora essa diferença não seja estatisticamente representativa.

Uma característica que parece fazer a diferença é o nível de escolaridade dos pais: de forma geral, quanto maior a escolaridade, melhor a forma de criar os filhos. Isso provavelmente porque pessoas que estudaram mais se esforçaram mais para melhorar sua capacidade buscando ajuda profissional especializada e da própria escola, participando de cursos e lendo a respeito do tema para ampliar suas habilidades.

Procurar compreender as teorias sobre desenvolvimento infantil e educação costuma ser bastante útil, pois ter claro que ameaçar uma criança pequena, falando com ela como se fosse um adulto, por exemplo, não será eficaz para lhe ensinar a melhor maneira de agir. Mas é importante que os pais possam entender as próprias questões emocionais e lidar com elas. Nesse sentido, adultos que recorrem à psicoterapia proporcionam benefícios indiretos a suas crianças. Talvez a melhor notícia seja que ser um bom pai ou boa mãe é algo que pode ser aprendido e treinado.

Onde os especialistas falham?

Embora às vezes os especialistas de fato ofereçam conselhos conflitantes (talvez por não se atualizarem com as pesquisas!), aqueles que participaram de nosso estudo em geral fizeram um bom trabalho ao identificar competências que favorecem resultados positivos. Houve, porém, duas exceções marcantes: primeiro: para eles o controle do estresse figurava em oitavo lugar da nossa lista de dez competências, apesar de aparentemente ela ser uma das mais importantes. Segundo: nossos especialistas mostraram tendência contrária às competências visando o desenvolvimento da espiritualidade. Para eles, essa característica ocupou a posição mais baixa da lista e alguns até teceram comentários negativos espontaneamente sobre essa área. Apesar disso, os estudos sugerem que a educação religiosa ou espiritual faz bem às crianças.

Historicamente, psicólogos clínicos e cientistas comportamentais têm se mantido afastados de temas relacionados à religião, pelo menos na vida profissional; isso poderia explicar o desconforto com que nossos especialistas se manifestaram sobre a educação religiosa ou espiritual para os filhos. A razão pela qual se mostraram tão distantes do controle do estresse é um verdadeiro mistério, pois a Psicologia sempre se interessou tanto pelo estudo como pelo tratamento do estresse. Só posso deduzir que o controle do estresse não é um assunto muito trabalhado nos cursos de graduação de áreas relacionadas à Psicologia como um componente fundamental à boa criação de filhos.

Em benefício próprio

Combinar a criação dos filhos com conhecimento científico relevante pode beneficiar muito a família, reduzir ou até eliminar conflitos com os filhos, o que, por sua vez, costuma melhorar o casamento ou as relações entre parentes. Além disso, torna os filhos mais felizes e capazes.

Tenho observado como isso funciona na criação de meus próprios filhos. Sou um pai muito melhor com meus filhos menores (com idade entre 4 e 12 anos) do que fui com os dois mais velhos (hoje com 29 e 31 anos). Com o passar do tempo, quanto mais eu aprendia sobre como melhor criá-los, mais amoroso e habilidoso fui me tornando, com benefícios óbvios. Atualmente eu abraço meus filhos, de verdade, e lhes declaro meu amor incondicional, várias vezes ao dia, todos os dias. Se o amor não precisa ser questionado, as crianças são muito mais compreensivas e tolerantes quando um dos pais precisa impor limites, o que faço com frequência. Eu também aprendi a manter a calma para melhorar minhas reações em relação a eles. Quando estou calmo, meus filhos também estão, e evitamos o ciclo mortal do desgaste emocional que pode destruir nosso relacionamento.

E o mais importante: agora sou muito mais um facilitador que um controlador. Ao desenvolver minha própria competência como pai, comecei a me empenhar mais em reconhecer e desenvolver as competências de meus filhos, ajudando-os a se tornarem mais fortes e independentes em vários sentidos. Meu filho de 12 anos agora está calmo, prestativo e é um exemplo para os três irmãos mais novos. E, antes de me levantar da cama, muitas vezes minha filha de 10 anos já preparou ovos mexidos para todos e deixou a cozinha em ordem.

Robert Epstein é professor de Psicologia e pesquisador da Universidade Harvard. É também editor-colaborador da Scientific American Mind e ex-editor-executivo da Psychology Today.

In. Revista Mente&Cérebro. São Paulo: Duetto Editorial, ano XVIII, nº 215. pp. 26 – 33. Dezembro 2010.

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