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O futuro da criança depende é da ponte

O futuro da criança depende é da ponte

O futuro da criança depende, basicamente, da qualidade da ponte para o mundo. Para que essa ponte seja boa, é preciso que a mãe consiga vencer sua ansiedade, tenha equilíbrio, dê carinho, compreensão, atenção e apoio à criança, estimule-a a tentar e a arriscar, não impedir a criança de fazer algo nem forçá-la, ser paciente mas firme, não gritar, não ameaçar ou rejeitar. Ser ponte para o mundo é demonstrar à criança que mesmo não gostando do que ela está fazendo, continua a amá-la. É criar condições para que ela desenvolva suas potencialidades e deixá-la desenvolver-se. É resistir à tentação de superproteger, mas sem imaginar que o filho “já é um homenzinho” e precisa saber comportar-se como um. Ser ponte para o mundo é entender a necessidade de autonomia e de independência da criança e perceber que atravessar os limites que lhe são impostos é um direito dela. É não ter ciúme do pai, que terá seus momentos de mais atenção e de aparente preferência da criança. É respeitar os espaços, as necessidades, a intimidade, os valores e o gosto da criança.

Ser ponte para o mundo é não usar o pai como ameaça ou fonte de castigo, é convencê-lo a participar, a estabelecer os limites que não podem ser diferentes para um e outro.

Ser ponte para o mundo é não querer o filho só para si, é propiciar a sua socialização, é permitir que ele se afaste, dar a ele a oportunidade de enriquecer sua experiência com a convivência dos outros.

Ser ponte para o mundo é criar, educar o filho, prepará-lo para a vida, para a autonomia e a independência. Não é sacrificar-se por ele para depois cobrar o sacrifício. É entender quando ele oscila entre a independência e o apego, quando contesta, quando enfrenta para poder entender e fixar os limites. É entender o “deixa que eu faço”, o seu pensamento mágico, compreender que a fantasia não é mentira. É respeitar suas histórias, é ouvir de forma atenta e dar respostas, ou confessar que não sabe. É contar histórias, é consolar, é respeitar seus sentimentos e não negar suas dores ou aflições.

Ser ponte para o mundo é facilitar relacionamentos, saber que a criança é egocêntrica e não egoísta, é respeitar a criança, aceitá-la e compreendê-la.

Ser ponte para o mundo não é fácil, é ser mãe. Mas ser mãe não é padecer no paraíso. Essa postura estimula na mulher o papel de vítima, de sofredora, que acaba criando uma relação de animosidade com o filho e cria um modelo inadequado para a criança. Principalmente porque, depois, essa mãe vai cobrar o sacrifício e o sofrimento de alguma forma, o que é péssimo para a relação mãe e filho.

LOBO, Luiz. Escola de pais: para que seu filho cresça feliz. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1997.

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