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Como lidar com irmãozinhos

Como lidar com irmãozinhos

Quando você tem mais de um filho, tem de assumir novas funções.Instantaneamente transforma-se em mediador, negociador, árbitro e juiz.Vai se surpreender intervindo em situações críticas, e será sua obrigação escutar ambos os lados dos choros e soluços para descobrir o que aconteceu. Na maioria das vezes, você não terá nenhuma dica. Os dois lados vão parecer convincentemente certos. E ambos vão achar que estão certos.

Aqui estão algumas poucas diretrizes gerais que vão ajudá-lo a conservar sua sanidade mental enquanto transforma seus filhos em irmãozinhos afetuosos, amáveis.

Não compare as crianças

É muito tentador dizer: “Por que você não senta quietinho como seu irmão?” Essa é a coisa errada a dizer. Seus filhos vão começar a guardar ressentimentos um contra o outro se você sempre fizer com que eles sintam que um é melhor do que o outro. Se quer que as crianças fiquem quietas, peça que sentem quietinhas — logicamente, sempre ajuda dizer a elas por que devem ficar quietas. Não mencione que seu outro filho já está agindo assim. Não é realmente importante trazer isso à tona.

Não tome partido

Você precisa ser o partido neutro a que todos podem recorrer. Se sempre parece tomar o partido de um dos lados em vez de ajudar a resolver os problemas, seus filhos podem decidir que preferem resolver as coisas no braço em vez de procurá-lo.

Algumas vezes, é melhor simplesmente ignorá-los e deixar que tentem resolver as coisas. E geralmente eles encontram uma solução para seus problemas. Além do mais, nem sempre você vai estar lá para ajudá-los a resolver as diferenças. Logicamente, você deve intervir se a discussão virar briga. Você jamais deve permitir que os filhos resolvam seus problemas com lutas de socos e pontapés.

Mantenha-se calmo

Quando seus filhos estão irritados e todo pensamento e ação racionais parecem ter desaparecido, sua obrigação é se manter calmo. Você precisa ser aquele que pode intervir e, de forma tranquila, ajudar todos a retomarem o autocontrole. Se ficar irritado também, não terá muito auxílio para resolver as diferenças.

Conserve o senso de humor

Ria. E ria muito. Às vezes, é a única solução para o conflito. Se puder ajudar seus filhos a enxergarem o humor nas situações, isso irá dissolver o problema. Além do mais, como você pode levar a sério uma discussão sobre quem encostou em quem primeiro?

Nada de xingamentos

Essa é uma regra fundamental em nossa casa. Xingamentos podem machucar bastante, e é mais difícil brigar se você não pode chamar o outro de narigudo ou bundão. Quando alguém começar a xingar, interrompa-o imediatamente. Isso deve ser uma regra logo de início. Aquele velho ditado: “Pedras e paus podem quebrar meus ossos, mas palavras jamais vão me ferir” não é exatamente verdadeiro. Paus e pedras realmente machucam, mas as palavras também.

Nada de bater ou empurrar

Essa é a parte difícil. É um instinto natural querer partir para cima de quem o deixa nervoso. Já vi até crianças de dez meses atacarem seu irmãozinho mais velho depois de perderem a paciência por ter um brinquedo arrancado das mãos. É um aprendizado constante e algo que não se assimila facilmente. Você tem de ensinar coerentemente que bater ou empurrar não é permitido na família. Se as crianças não podem se tocar de uma maneira afetuosa, não devem se tocar de modo nenhum.

Dê a seus filhos um tempo para ficarem sozinhos

Se as crianças parecem estar sempre atacando uma à outra, elas podem simplesmente precisar de algum tempo isoladas. Se puder separar seus filhos mandar um brincar no quarto e o outro na sala — eles não vão se irritar tanto e ficarão mais tolerantes um com o outro. Para as crianças, é simplesmente como cansar de ficar trancado dentro de casa: se estão sempre perto da outra, elas precisam, às vezes, escapar, e ficar algum tempo sozinhas.

GOOKIN, Sandra Hardin. Filhos para leigos. São Paulo: Madarim, 1996.

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