espirais

Apoio PedagógicoApoio Pedagógico

Edições Anteriores

Cadastro

Cadastre-se para receber
mensalmente em seu e-mail.


Não minta

Não minta

É possível que lhe seja feita uma pergunta para a qual você não sabe a resposta. Não há nada de errado em admitir que você não sabe alguma coisa. Nunca minta para seus filhos, nem invente para uma pergunta uma resposta que você não sabe (é o mesmo que mentir). Simplesmente diga a seus filhos que você não sabe — mas que talvez vocês possam encontrar juntos a resposta. E então mantenha sua palavra e encontre a resposta. Seus filhos não terão menos consideração por você porque foi capaz de admitir que não sabia algo.

As pessoas mais inteligentes do mundo são capazes de dizer que não sabem algo. As pessoas mais estúpidas do mundo são aquelas que pensam que sabem tudo.

Permita discordâncias

A primeira resposta que você pode ter é: “As crianças naturalmente querem discordar. São crianças. É assim que elas fazem”. Isso pode ser verdade para muitas crianças, mesmo para a maioria. Mas seu papel, enquanto pai ou mãe, é não desencorajar discordâncias. Se seus filhos discordam de você, não quer dizer necessariamente que estejam discutindo — que é como muitos pais interpretam as discordâncias.

Quando você incentiva seus filhos a expressar seus diferentes pontos de vista está fazendo o seguinte:

ajudando seus filhos a explicar seus sentimentos

Verbalizar seus sentimentos é uma prática excelente para aperfeiçoar as técnicas de comunicação.

encorajando debates

Acredite ou não — e, por favor, aceite isso da melhor maneira possível — você nem sempre vai estar certo. Às vezes, seus filhos podem apresentar um ponto de vista no qual você pode não ter pensado. Pode acontecer.

permitindo que seus filhos sejam ouvidos

Há um sentimento tão bom na capacidade de se expressar! Seus filhos também vão apreciar a capacidade de expressar seus sentimentos e saber que suas opiniões foram ouvidas.

Ensinando equidade

É apenas equânime permitir que as pessoas deem voz às suas opiniões. Com esse enfoque, entretanto, seus filhos vão também aprender que nem sempre vão conseguir o que querem simplesmente porque expressaram seu lado da história ou sua opinião. E, algumas vezes, eles podem ter um bom argumento sobre por que precisam passar a noite com a tia Chica.

Agradeça a seus filhos por participarem da discussão. Diga-lhes que ouviu seu ponto de vista e que aprecia sua contribuição. Porém, não tenha medo de vetar sua solicitação. Os pais têm a decisão final. Mas explique sua decisão. “Você evidentemente refletiu bastante por que deveria poder passar a noite com a tia Chica, e aprecio sua contribuição. Entretanto, a tia Chica está com hóspedes em casa, e portanto ela não poderá recebê-lo esta noite. Que tal se combinarmos para uma outra oportunidade?”

Escutar e ouvir

Escutar e ouvir não são a mesma coisa. Ambos são extremamente importantes, mas, ao mesmo tempo, negligenciados. Ser um bom escutador significa não interromper seus filhos e não terminar as frases para eles — mesmo que você saiba o que vão dizer. Você terá o impulso de apressá-los quando estiverem contando uma história, porque pode parecer não terminar nunca. (As crianças não conseguem perceber o significado de “seja breve”.) Se você acha que fazer com que seus filhos lhe contem sobre seu dia pode ser algo longo e demorado, peça a eles que lhe contem uma piada! Ouvir é diferente de escutar. Você pode estar ouvindo o que seus filhos estão dizendo, mas pode ser que não esteja escutando.

Ouvir significa que o ruído está atingindo o tímpano. Escutar significa que você entende o que eles estão dizendo, ou mesmo o que não estão dizendo, mas estão efetivamente querendo dizer.

GOOKIN, Sandra Hardin. Filhos para leigos. São Paulo: Madarim, 1996.

Todos os direitos reservados | Desenvolvido pela

Tante