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A criança não quer comer? Atitude positiva, sempre!

A criança não quer comer? Atitude positiva, sempre!

Palmira Simões

A maioria das crianças tira até os pais mais calmos do sério quando chega a hora das refeições. Na escola, o panorama nem sempre é o melhor; às vezes, é o contrário que acontece. Recusar-se a comer dizendo que “dói” a barriga e que querem vomitar são alguns dos métodos utilizados pelos pequenos para negarem a comida.

Os pais, muitas vezes, andam pela casa toda de colher na mão atrás deles, brincam de avião, ligam a TV, disfarçam os pratos com outros sabores da preferência deles (molhos, geralmente), castigam, ameaçam ou recorrem a chantagens do tipo ”se não comer não vai assistir à TV” (ou piores) para conseguir vencer a batalha da comida. Existem ainda as crianças que comem, mas são “nojentas”: não podem, por exemplo, ver uma ervilha no arroz que logo dizem que não gostam, como também não gostam de um alimento que nunca experimentaram, nem lhes apetece experimentar, só porque é novo.

Quantas vezes a hora da refeição não se converte em uma guerra de nervos, choros e gritarias? Lembra-se de alguma dessas cenas? Não sabe o que e como fazer? Superdicas da Nanny Ao conversar com seu pequeno, sente-se ou abaixe-se à altura dele, segure suas mãos, e use um tom de voz baixo e calmo, mas firme. O contato físico afetuoso ajuda a aproximar pais e filhos, além de inspirar confiança. O doutor Eduard Estivill, pediatra e neurofisiólogo, e o doutor Montse Domènech, especialista em pedagogia e psicologia infantil pela Universidade de Barcelona, criaram o método Estivill para ensinar crianças a comer. Trata-se de técnicas simples, como o próprio pediatra diz, cujos únicos segredos são a firmeza, a constância, a confiança e também a afetuosidade dos educadores na hora de aplicarem.

Uma das principais bases dessa metodologia está precisamente na importância de educadores contarem com uma série de ideias preconcebidas (por exemplo, sobre a quantidade de comida — normalmente, deseja-se que a criança coma sempre muito), de se munirem de paciência e de se sentirem seguros sempre que estão ensinando um hábito, seja ele qual for. Superdicas da Nanny As regras que você estabelece para seus filhos devem ser claras, de acordo com a idade deles, e de fácil compreensão. Explique o motivo de cada uma delas, e ajude-os a entendê-las e cumpri-las.

O objetivo é não só que a criança coma, mas também que ela aprenda a comer bem e de tudo. Uma dieta variada e saudável é fundamental para a saúde de todos, e é na infância que se constroem os hábitos alimentares. O doutor Estivill apresenta ainda diversos casos problemáticos e qual a melhor saída para cada um deles. Confira alguns exemplos:

• educar e não enganar. As artimanhas para conseguir que a criança abra a boca são contraproducentes;

• na aprendizagem do hábito de comer bem, o papel dos educadores tem de ser o de “guia”, dando exemplo de conduta;

• quanto às condutas inadequadas por parte da criança, não se deve reforçá-las, a fim de extingui-las; já as adequadas devem ser reforçadas positivamente (por exemplo, com manifestações afetivas ou elogios), para serem apreendidas e sempre com firmeza, seja qual for a situação;

• para comer bem e de tudo, a criança precisa ser incentivada e motivada com palavras, com carinho ou mesmo com um prêmio material, desde que não haja abuso e a escolha do prêmio seja dos educadores e não da criança. Nada de castigos corporais nem de ameaças. É aceitável negar aos pequenos uma coisa que lhes agradaria;

• estabelecer e cumprir horários, na medida do possível;

• manter sempre uma atitude positiva, quer a criança vá comendo mais ou menos, quer não. É a chave do êxito do método. Na escola Segundo esses especialistas, a cantina escolar é um bom lugar para fomentar a sociabilidade e preparar a criança para outros ambientes além do familiar; por outro lado, a comunicação entre os pais e a escola é vital. Veja alguns conselhos:

• se a escola for de período integral, os educadores e auxiliares devem detectar quais as crianças que apresentam mais dificuldades na hora da refeição, a fim de lhes dedicar uma atenção especial;

• se a criança for demasiadamente vagarosa, deve ser estimulada a comer mais depressa com frases-chave;

• não se deve deixar a criança tomando o lanche sozinha enquanto os colegas brincam lá fora;

• não a compare com os companheiros de sala.

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