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O que dizer dos castigos físicos?

O que dizer dos castigos físicos?

[…] acho que uma boa estratégia para evitar bater nas crianças é manter, nos momentos de conflito, uma distância tal que impeça o contato físico […] os pais chegam ao momento de bater porque deixaram passar muito a hora de agir com firmeza […] muito mais importante do que ela, é a ação preventiva, equilibrada e segura (Zagury, 2003, p. 128).

O castigo físico é inadmissível, porque, para ser educativo, é necessária uma ação rápida e forte. Pela desigualdade de forças, ele pode cuasar traumas físicos e emocionais em curto, médio e longo prazos, tanto para o educador como para o educando. Além disso, não educa, porque passa a ser tolerado, até “desejado” no inconsciente, devido às endorfinas orgânicas que minimizam o sofrimento físico, e acaba transformando-se num modelo apresentado pelo educador a ser imitado pelo educando; cria revolta e ímpetos de vingança contra a “injustiça” e covardia praticadas contra “alguém” mais fraco, instalando-se uma escalada para a violência bilateral.

O castigo físico não educa porque ensina a agressividade e a intolerância dos educadores, e estas, uma vez incorporadas, serão praticadas pelos filhos contra os pais e contra terceiros. Filhos que apanham não confiam nos pais, não têm autoconfiança, são inseguros, o que é a origem de distúrbios comportamentais. É violência gerando violência. Os castigos físicos demonstram que a educação anterior não incluiu “pequenas” punições por agressões; eles atestam incompetência e coroam o mau relacionamento, com ausência de felicidade autêntica para pais e filhos. A autoestimulação precoce e continuada evita chegar ao castigo físico e à intolerância para com os filhos.

KLAJNER, HENRIQUE. A autoestimulação e seus reflexos na educação. São Paulo: Marco Zero, 2011.

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