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Você deve garantir a segurança dos pequenos

Você deve garantir a segurança dos pequenos

Você pode pensar que precisa garantir a segurança. Sim, com certeza, e haverá momentos em que um sonoro “não” será mais do que necessário, ou um “mais tarde, agora não”. Não é porque a criança acha que pode fazer tudo sozinha que você pode deixá-la fazer.

É preciso também respeitar a infância e a criança precisa ser acompanhada e não se sentir sozinha. Também não é interessante dar mais responsabilidades do que é possível em determinada idade. Ser independente demais, precoce demais, não traz vantagens. Mas você não estará ao lado da criança o tempo todo, então, ela precisa aprender a se proteger sozinha. É preciso lembrar que nem sempre é possível proteger o seu filho.

Seu coração pode ficar apertado ao vê-lo andando cambaleante, mas você precisa incentivá-lo a dar uns passos mais além e sozinho, não é? Quando uma criança pequena cai, a primeira coisa que ela faz é olhar para a mãe, para ver a expressão no rosto dela, como ela vai reagir. Assim, a criança busca apoio, conforto e apreende o mundo à sua volta. Às vezes, se não há perigo nem dano à saúde, deixe seu filho experimentar o que ele deseja. Se sua filha de quatro anos quer colocar o vestido de festa com a bota de inverno para ir à casa da vovó, deixe. Ela pode ouvir de outra pessoa que “está muito esquisita” e aprender por si mesma, pela experiência, que vestido de festa e botas de inverno não combinam. Afinal de contas a infância é muito curta, não é?

Quando a criança é muito pequena, ela precisa descobrir quem ela é, quem são as outras pessoas e o que significa o mundo todo. O papel dos pais é fazê-la sentir-se segura, confortável, confiante e amada. A criança gosta de um ambiente previsível, saber que poderá ter apoio sempre que precisar e sentir-se segura leva à autonomia. Mesmo quando é muito nova, a autonomia significa deixar que a criança faça coisas por ela mesma, sem a intromissão dos pais.

Ouvir incentivos é sempre importante, portanto, sempre elogie e incentive as pequenas vitórias de cada dia. Com isso, a criança aprende que fazer as coisas por si mesma é muito bom, agrada a si mesma e aos outros.

À medida que vai crescendo, a criança precisa aumentar sua compreensão do universo e fazer as tarefas com mais perfeição. Isso implica entender-se como
um ser único e um ser que pensa. O primeiro “não” que uma criança fala, geralmente por volta de dois anos, acentua-se aos três e permanece resistente até os quatro, o que pode assustar os pais. “Como não?!” E quando a criança descobre o poder dessa palavra, que significa que ela pensa, que ela contesta, que os pais reagem de maneira diferente, você vai ouvir muitos “não”. Este período de oposição é indispensável para a criança construir o seu próprio comportamento.

Uma das características da autonomia é que a criança (e, mais tarde, o adolescente) quer mostrar a você que pode fazer tudo sozinha. Por outro lado, você precisa persuadi-la de que ainda é necessário que você fique por perto, para garantir a segurança dela, como um porto seguro. A partir dos dois anos, esse desejo da criança em conhecer e escalar o mundo entra em choque com a
sua segurança. Nessa fase, todo o cuidado é pouco, mas a criança adora poder escolher, então, ofereça alternativas: “Você quer comer cereal no prato azul ou no vermelho?”. A criança adora ajudar, então deixe que “limpe” as gavetas do seu escritório, ou arrume as revistas. Lembre-se de que um pouco de bagunça é necessário.

A criança quer ser independente, mas é ainda uma criancinha, então fique atento e ofereça conforto e apoio quando algo não der certo. Ela precisa sempre do seu colo e da sua supervisão. Atualmente, as crianças vão para escolinhas cada vez mais cedo. Esse novo ambiente traz novidades e também novos desafios que ela deverá superar. Seja positivo. As regras, como sempre, devem ser muito claras: “Você pode assistir à TV por uma hora e não duas”.

WEBER, Lidia. Eduque com carinho. Curitiba: Juruá, 2005.

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