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Por que não medicar as crianças com TDAH?

Por que não medicar as crianças com TDAH?

Há várias razões para abordarmos:

1. O diagnóstico de TDAH é incerto. Com frequência, escutamos: “Fazer um bom diagnóstico, com todas as provas e exames neurológicos correspondentes, para ter certeza de que o diagnóstico seja confiável.”

Até este momento, não existe NENHUMA PROVA/EXAME nem do ponto de vista neurológico, nem do endócrino, nem de um estudo de imagens, nem de um exame de laboratório que nos confirme que uma criança (nem um adulto) tenha TDAH. O diagnóstico é CONDUTUAL, resultando uma preocupação sobre a quantidade de questionários e testes que estão surgindo com motivo de TDAH, muitos dos quais dão resultados pouco confiáveis, avultando as cifras do diagnóstico. 

Ante um diagnóstico incerto e confuso, não se deve optar por medicar as crianças sem tentar alternativas. 

2. Em segundo lugar, estão os possíveis efeitos secundários. Em relação à Strattera (atomoxetina), o laboratório que a produz informa que quatro de cada 1.000 crianças que ingerem esta droga podem chegar a ter ideias suicidas. À consulta psicológica, chegam crianças com ideias suicidas ou com sintomas de depressão gerados por este medicamento. 

Com o metilfenidato (Ritalina, Concerta, Rubifén, Medikinet), que é uma das drogas mais utilizadas no tratamento do TDAH ocorre que é uma anfetamina, droga potencialmente aditiva, mesmo que os defensores do uso dos fármacos em TDAH digam que não. O metilfenidato está catalogado como uma droga similar à cocaína. Ademais, todos os fármacos utilizados hoje para o TDAH podem produzir outros efeitos secundários, como dor de estômago, inapetência, transtornos no crescimento, tiques, etc. 

3. Existem terapias alternativas que podem resultar em amplos benefícios para as crianças com TDAH, entendendo por Terapias Alternativas todas aquelas intervenções que, por meio de agentes primários não químicos, pretendem melhorar a qualidade de vida das pessoas, tanto sanas como com algum diagnóstico de disfuncionalidade. Entre estas terapias, podemos citar: bioterapia, reeducação de conduta, terapia cognitivo-condutual, terapia visual, terapia auditiva, terapia de reorganização neurológica, etc. Cada criança receberá a terapia correspondente de acordo com os resultados da avaliação psicológica praticada.

As terapias alternativas funcionam! Antes de começar a tratar uma criança, é indispensável praticar uma avaliação psicológica exaustiva que mostre as áreas de disfuncionalidade e/ou imaturas da criança e, sobre essa base, sugere-se quais são as terapias correspondentes.

 

CONTINUAÇÃO NO TEXTO “ESTRATÉGIAS”.

 

Adaptado para fins didáticos

PERES, Clarice. TDA-H (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade): da teoria à prática. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2013.

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